segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tudo começou...

Não era pra ser nada demais...
Eu não consigo me lembrar muito bem com que idade comecei a ter noção de futuro, mas sei que ainda criança, ou talvez pré adolescente sempre dizia que não iria me casar: Vou ter produção independente!! Mal sabia o que me esperava...
Confesso que sempre tive um pouco de dificuldades para lidar com os relacionamentos, que foram bem poucos, aliás, meu primeiro beijo foi aos 14 anos e adivinha? Achei que era amor eterno, gostei de alguém durante anos, um menino que mal conhecia, e fiz muitos planos , acreditem até de casar...mas nunca passou de uma ilusão que não deixou grandes seqüelas.
Passada a primeira experiência, fui vivendo outras aventura, uns beijinhos aqui, outros ali, mas ninguém que despertasse algo mais forte. Foi só aos 18 anos que realmente encontrei alguém que me fez sentir mulher. Sabe aquela pessoa que faz você se imaginar em situações que antes você jamais se imaginaria? Pois é foi bem assim, depois de uns “bons amassos” ouvi: Vamos lá para o meu apartamento? Mas peraí, eu tinha recém completado meus 18 anos, era virgem  e nunca tinha sequer passado pela minha cabeça  fazer sexo tão cedo...Esse cara é doido, pensei comigo. Mas ele não estava tão errado, não que naquele momento fui para os finalmentes, mas começava ali uma história que dura até hoje, mas que rendeu muito sofrimento.
Naquele dia, as coisas não ficaram muito claras pra mim, tá certo que eu tinha sentido meu corpo queimando como nunca tinha acontecido antes, mas depois da despedida pensei: isso nunca mais vai acontecer. E demorou bastante, foram 3 meses até o nosso próximo encontro que também terminou em beijos, e mais 4 meses para o terceiro encontro, que terminou da mesma forma.
Tudo bem, era só um cara 14 anos mais velho, curtindo onda com uma menina de 18...não, não era, em janeiro de 2001 nos encontramos mais um vez...começava ali duas fases importantes na minha vida: Eu acabava de ingressar na faculdade e acabava de entrar num caminho  que parecia sem volta: o da paixão.

Escrava da paixão

A cada vez que nos encontrávamos, ficávamos juntos e com o tempo surgiu a necessidade de conversar sobre o que estava acontecendo. Ele me perguntou tudo que queria saber a meu respeito, mas na verdade só tinha uma curiosidade: Já ficou com alguém? Vocês entenderam né?
A resposta negativa ao invés de afastar parece que o atraiu ainda mais...Frequentando a faculdade não foi difícil estar na noite quase todos os dias...bares, festas...e com o tempo um motivo a mais fazia com que eu quisesse estar em todos os lugares: a possibilidade de encontrá-lo...o que nem sempre acontecia. Às vezes ele me ligava, mas eu com receio que minha família desaprovasse o romance com um cara mais velho, separado e com um filho preferi mesmo contar com a sorte.
 No começo deu certo, estávamos sempre nos mesmos lugares e acabávamos ficando juntos. Um dia ele me chamou para uma nova conversa: E aí a gente vai namorar, vai só ficar...Eu ainda indecisa dos meus sentimentos e com medo de assumir um relacionamento digamos complicado respondi: Vamos deixar as coisas aconteceram, vamos ter que enfrentar o mundo pra ficar juntos e a gente nem sabe o que sente ainda...Pra ele foi ótimo porque abria possibilidade de ficar comigo, que parece que ele gostava, mas também continuar na vida de sexo, drogas e rock´rooll...
E foi ai que começou minha fase escrava da paixão, eu me apaixonei e o que era apenas um rolo, virou na verdade uma bola de neve, encontrá-lo não era mais uma questão de sorte, mas uma necessidade...a  balada só tinha graça quando ele chegava. Foram 4 meses nesse clima de dependência, digamos assim.
Eu na flor da idade, cheia de vida, completamente envolvida num relacionamento que foi se tornando mais importante pra mim do que pra ele. E os homens são egoístas, quando eles querem te procuram, quando não querem te ignoram, mas quando vêem que você ta partindo pra outra, correm atrás...
E foi assim, quando eu decidia que não ia mais ficar com ele...lá ele estava cheio de graça pro meu lado, falando coisas que ele sabia que eu queria ouvir. Chegou a fase em que me senti impotente, como assim não consigo levar minha vida sem pensar nesse cara, que sentimento que aprisiona é esse? Eu não, minha única certeza é que não quero sentir novamente algo que me faça mais mal do que bem, mas não foi tão simples me livrar disso tudo...
****Amanhã a gente continua essa história e você também pode mandar seu depoimento, escreva pra gente minhainsensatez@gmail.com...

Um comentário:

  1. Nossa Kika...realmente é um filme que passa lendo isso tudo...lembro muita coisa dessa época...to rpeparando as minhas contribuições assim que estiverem prontas te mando!!!...lindo o texto...

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