sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Tempo de Esperas

Nossa que saudade que eu estava de escrever por aqui, acho que já são os velhos sinais de fim de ano que sempre nos fazem repensar nos momentos que passamos. Hoje foi dia de reler cada página do blog...pela milésima vez o filme passa pela minha cabeça, me emociono muito não só com a minha história aqui registrada, mas com os outros relatos de quem se dispôs a abrir o coração.

Antes de mais nada gostaria muito de agradecer cada um que perdeu cinco minutinhos do tempo precioso para ler o blog, a quem fez  comentários ou simplesmente continuou até a última linha. Acho que as pessoas são como espelhos, algum coisa nelas sempre reflete um pouco de nós mesmos, então saber da história de vida de alguém pode nos ajudar muito a superar nossas dificuldades. Foi pensando nisso que o blog foi criado.

Estou imensamente feliz por tê-lo realizado, e não pensem que já me dei por satisfeita, estou constantemente em busca de novos depoimentos, mas quero tudo muito espontâneo, para isso não tenho pressa, tenho certeza que ainda teremos muitos e muitos depoimentos por aqui.

Então é isso, gostaria muito de celebrar 2011, espero que tenha sido um ano de muito aprendizado para todas vocês, porque é isso que precisamos tirar da vida, já que nem sempre ela nos oferta bons momentos.

Para quem ainda vive o seu vendaval, espero que o ano que chegue traga força para que esse momento de turbulência não deixe grandes feridas no coração. O mais importante é sempre acreditar no amor, mas no amor verdadeiro, aquele te completa, que te anima, que te faz viver cada dia mais e melhor.

Um beijo grande e feliz 2012, com muita saúde, paz e amor porque a gente merece!!!

Ah, ninguem me perguntou mas mesmo assim vou dar uma dica de presente de natal, terminei recentemente de ler o livro Tempo de Esperas, do Pe Fábio de Melo, nada a ver com religião, vale muito a pena, abaixo cito dois dos inúmeros belos trechos que tirei do livro:

"O apego ao passado pode nos privar das belezas do presente e das esperanças do futuro. Eu vivo fazendo acordo com o tempo. Descobri que não posso vencê-lo. Aprendi que o passado pode ser um quadro na parede, mas não pode ser a mobília principal."


"O mesmo acontece quando perdemos alguém. Enfrentar a morte das pessoas que amamos não é fácil. Falo de todas as formas de perder. Há pessoas que se vão das nossas vidas, mesmo quando permanecem ao nosso lado, a morte não foi físicas mas afetiva."








terça-feira, 22 de novembro de 2011

Olha ela aí!!

Olha só pessoal, tinha pedido para  Priscila me encaminhar uma foto dela para postar junto com o depoimento, só agora ela me encaminhou, mas acho que vale a pena para quem ficou na curiosidade de conhecer essa guerreira!!

domingo, 20 de novembro de 2011

Esperança que não morre

Ao mesmo tempo em que a Priscila juntava os “cascos” do coraçãozinho partido, buscava alternativas de tratamento para o problema de saúde. A mãe dela que sempre foi uma mulher muito batalhadora, mais uma vez correu atrás do que fosse melhor para a filha. Foi então que ficou sabendo que em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, eles fazem transplante para casos como o da Priscila.
E lá foram elas, buscar a esperança que nunca faltou para essa família. “Me viraram de ponta cabeça”, contou a Priscila. Diz que fez inúmeros exames para ver se era possível passar pelo transplante. O médico que daria o veredito final estava no exterior e elas tiveram que aguardar alguns dias para saber da decisão. Enquanto isso,  no hospital, conheceram pessoas com histórias parecidas e casos bem mais graves do que o dela. “Lá eu vi que tem gente sofrendo muito mais do que eu.”
As famílias se solidarizam, em uma conversa a mãe da Pri conheceu a mãe de um outro jovem que tem a mesma doença, e olha como é a vida, ele também tinha levado um fora da noiva. A mãe dele ficou tão impressionada com a coincidência que já queria que a Priscila torna-se nora dela.
De volta o médico autorizou o transplante, explicou para a Priscila que ela faria sessões de quimioterapia para “zerar” todo o sistema imunológico, depois ela teria que produzir as células que serão usadas no transplante. Há muitos casos que foram resolvidos dessa maneira e alguns até que conseguiram além da esclerose curar outra doença também, isso significa que a Priscila pode ficar livre inclusive da diabetes, mas é apenas uma possibilidade.
Os médicos perguntaram se ele estava disposta a passar por tudo isso e essa foi a resposta: “Doutor, imagine se você tivesse num quarto totalmente escuro e tivesse uma luz, bem pequenininha lá distante, o senhor não iria querer alcançar essa luz???”
Quando ouvi essas palavras realmente me senti péssima, fiquei pensando que tenho tantas coisas boas e que às vezes me pego reclamando de tudo, enquanto ali na minha frente uma menina, uma mulher, da minha idade só querendo uma chance de viver. Priscila muito obrigada pela lição de vida.
E não acabou por ai...disse com todas as letras que não quer ninguém sentindo dó dela...”Dó porque? Tô aqui viva, lutando, com dificuldades, mas lutando e eu vou conseguir vocês vão ver...Hoje eu to aqui careca, andando cambaleando, mas daqui uns dias vocês vão me ver bonitona, em cima de um salto que eu adoro.”
A primeira etapa, graças a Deus, já foi vencida. A Priscila passou pelas sessões de quimioterapia, por isso a queda dos cabelos...A nova aparência a deixou ainda mais parecida com o pai, que também raspou a cabeça. Aliás esse momento tão difícil ajudou unir ainda mais pai e filha que sempre se amaram, mas tinham dificuldades de dizer um ao outro. O medo de perder a filha amada fez com o homem teimoso deixasse o orgulho de lado e não só disse com todas as letras o quanto amava a filha mas também aprendeu a ter algo que nunca tinha tido na vida dele: FÉ.
Depois da quimioterapia, foi a vez da Priscila produzir a células, o processo começou na segunda-feira e quando chegou na quinta ela ainda não tinha produzido a quantidade suficiente.
 A mãe dela se desesperou, não na frente da filha claro, foi para a capela onde tinha a imagem da Nossa Senhora e diante da santa chorou....muito...pediu a Nossa Senhora, que sabia do sofrimento de um filho, que desse forças para ela superar tudo isso. “Eu entrego minha filha em suas mãos.”
No outro dia a grande surpresa, a Priscila não só produziu como produziu muito acima da média...tanto que além dela outros pacientes compatíveis poderão receber as células. Imaginem que além de se curar ela vai poder ajudar tantas outras pessoas...Recebeu até uma carteirinha de doadora. E tem mais coisa boa nessa história, se realmente com o transplante ela conseguir ficar curada da diabetes também, ela vai se tornar um caso de estudo para a medicina.
O momento agora é de espera, ela precisa de uma vaga no hospital para fazer o transplante, depois serão necessários dois meses de total isolamento, e claro que alimentação, higiene e até a água terão que ser especiais. Mas nada disso assusta a Priscila e a família dela.
“Para Deus nada é impossível e nada está errado, tudo tem um porquê...ele não ia gostar menos da Priscila do que das outras pessoas, então se ele deu essa cruz para ela carregar é porque ela vai dar conta.” Com esse desabafo mãe e filha se abraçam: Vai dar tudo certo né minha filha, se Deus quiser.” E sorrindo a Pri responde: vai sim!!
Alguém tem dúvida disso???
Fica aqui minha homenagem e minha admiração!! Um beijo grande!!
Tudo começou há um tempo atrás
Na ilha do sol
O destino te mandou de volta para o meu cais
No coração ficou, lembranças de nós dois,
Como ferida aberta, como tatuagem
Oh, Milla, mil e uma noites de amor com você
Na praia, no barco, no farol apagado,
Num moinho abandonado, numa grande alto-astral,
Lá em Hollywood, pra de tudo rolar,
Vendo estrela caindo, vendo a noite passar,
Eu e você, na ilha do sol...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Até que a distância os separe!!


A aliança na mão direita indicava que o relacionamento seguia firme e forte, mas o tempo foi passando e a vida tratou de dar um destino diferente do que todo mundo imaginava.
Ele conseguiu um emprego, seria a grande chance de conseguir a independência do casal, mas a Priscila começou apresentar os primeiros sinais da doença. Me perdoe poupar dos detalhes porque não acompanhei tudo de perto, vou contar o que eu sei e o que eu ouvi da boca dela no nosso último encontro.
A Priscila que é diabética desde os 7 anos, foi perdendo o equilíbrio das pernas e começou a dificuldade de falar. Me lembro de ir visitar uma tia no hospital e descobrir que ela também estava internada. Quando cheguei ao quarto dela, senti o clima de preocupação, mas ela estava com a carinha boa e imaginei que não fosse nada tão grave.
O diagnóstico foi Esclerose, pesquisando aqui descobri essa definição para a doença: A Esclerose Múltipla é uma das doenças mais comuns em adultos jovens que compromete o SNC (Sistema Nervoso Central) constituído por cérebro, cerebelo, tronco encefálico e medula espinhal.
A Priscila me contou que o primeiro tratamento era com injeções...ela que já tinha que aplicar insulina todos os dias...Disse que não estava adiantando muita coisa, ela não tinha força para andar e só tomava banho com a ajuda da mãe. Segundo ela passava todo o tempo deitada.
Nesse período crítico o noivo estava longe, imagine que no meio dessa turbulência toda, ele foi convidado para trabalhar no Espírito Santo, ela morando em Minas Gerais. Pensando no crescimento profissional, claro aceitou a proposta e arrumou as malas, com a promessa de que em breve ela iria também.
Durante todo o tempo se falavam por telefone todos os dias, mais de uma vez até, ela me revelou. Segundo ela em nenhum momento demonstrou que a distância teria esfriado o relacionamento. Quando vinha visitá-la reforçava o compromisso de que em breve oficializariam a união. Enquanto isso Priscila lutava pela melhora na saúde, mas o caso não era tão simples.
Mas isso não parecia assustar o noivo que em uma das visitas, conversando na varanda da casa dela, pegou o calendário, escolheu a data e chamou o pai da Priscila para pedi-la em casamento. Tudo como manda o figurino. Preocupada com toda a situação a mãe dele perguntou: Você tem certeza que quer casar mesmo? Você está vendo a situação dela, vai precisar de toda a atenção e cuidado, é isso mesmo que você quer?
A resposta positiva deu início aos preparativos, a Priscila e toda a família se dividiam entre os cuidados com a saúde e a expectativa do casamento. Em fevereiro deste ano o telefone tocou, ela percebeu que a voz estava diferente:” Preciso conversar com você”. Detalhe, ele já viria visitá-la porque naquele fim de semana fariam o curso de noivos.
A Priscila então ouviu o que segundo ela já estava esperando, percebeu que havia alguma coisa errada. O problema foi segurar a revolta do pai dela. Indignado quase partiu para a agressão. Fácil entender a reação de um pai que está ali acompanhando o sofrimento da filha e que vê mais uma decepção pra quem já está sofrendo tanto.
Mais controlada a mãe dela somente disse o que estava engasgado: “ Eu te perguntei inúmeras vezes se era isso mesmo que você queria, agora há poucos meses dizer que não quer mais? Hoje você está fazendo isso porque está num bom emprego mas não esquece que por muitas vezes eu tirei a carne da minha marmita para colocar na sua quando você era um simples atendente.” O coitado desabou em lágrimas, chorou muito, mas seguiu o caminho dele e nunca mais apareceu.

A Priscila até ri quando se lembra do momento, mas só ela sabe o quando sofreu, ela diz que não tem raiva nem quer bem, apenas  transformou o companheiro de onze anos e uma pessoa indiferente. O tempo se encarregou de mostrar que na vida há motivos mais fortes para gente se dedicar do que ficar sofrendo por alguém que não deu o valor merecido para os nossos sentimentos. E é isso que ela tem feito nos últimos meses.
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O namorido

O amor pode esta em qualquer lugar, isso é fato!! Imaginem que a Priscila encontrou o dela num posto de gasolina. É isso mesmo, estava ela passando uma temporada na casa de uma amiga, que morava num posto porque o pai alugava a lanchonete. Pensa na  quantidade de homens que por lá passavam todos os dias. Caminhoneiros, viajantes, fazendeiros próximos...
Mas um em especial chamou a atenção dela. Jovem, bonito, jeito tímido, o grande amor da Priscila foi num posto de gasolina e arrumou uma namorada. Pouco tempo depois eles já estavam juntos, bem juntos. Aliás a velocidade com que tudo aconteceu no relacionamento dos dois sempre foi algo curioso.
Não precisou muito tempo para ele se mudar pra casa dela, isso mesmo, como a família dele era de fora, e o irmão com quem ele morava mudou de cidade, a família dela abrigou o moço em casa.
E a ajuda não parou por ai, os pais dela foram grandes incentivadores para que ele iniciasse uma faculdade e ajudaram de todas as formas no custo de vida do rapaz. O curso de direito teve que ser interrompido, mas a vida da “namorido” continuou firme e forte.
Os dois como diz o ditado eram unha e carne, não se separavam um minuto, nem podiam já que viviam sob o mesmo teto e  a convivência diária parece não ter atrapalhado o namoro que durou nada menos do que  onze anos. Bodas de que, hein?
A Priscila se transformou, a menina inquieta de antes, agora vivia com ele e pra ele. Deixou a farra de lado e assumiu uma vida pouco comum para a idade dela, mas parecia feliz, pelo menos não demonstrava que sentia falta dos tempos mais animados.
Ele se tornou membro da família, assim todo mundo já o considerava, o tempo foi passando e a pergunta não se calava: quando vão se casar? Um dia....quem sabe!! O primeiro passo foi dado, eles ficaram noivos, com direito a festa e tudo, agora estavam a um passo de oficializar a união.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Beija muiiitttoooo!!

Ainda éramos crianças, não me lembro bem a idade, mas a primeira vez que me recordo da Priscila é na casa da avó dela na fazenda, fomos todos pra lá “nadar na bica”. Não sei porque mas tenho certeza que nesse dia alguém comentou que ela tinha um problema de saúde. Claro que na época não entendi muito bem, mas me lembro como se fosse hoje todo o cuidado que a mãe dela teve naquele dia, alimentação, medicamentos, enfim...
Muito tempo se passou, fomos nos reencontrar já adolescentes, num casamento onde juntas bebemos “coca light”, eu porque queria emagrecer, ela porque tinha problemas com diabetes.
Foi a primeira de muitas vezes que nos divertimos, apesar de sermos praticamente da mesma família ( o pai dela é irmão da minha tia...casada com o meu tio) nunca fomos muito íntimas, isso só aconteceu mesmo depois de moças...A Priscila passou freqüentar a minha casa, saíamos juntas para baladas, mas o período mais intenso da amizade foi quando ela passou ir pra fazenda.
Como todo fim de semana tinha festa por lá, todo sábado lá estava a turminha do barulho, tinha nada demais, festa de fazenda, com forrozão, muita poeira e fala sério muita gente feia reunida...kkkkkk
Brincadeiras à parte era um pessoal muito simples, que encontravam ali o único local de diversão. E a gente adorava, de vez em quando surgiam uns garotos mais bonitinhnos,principalmente quando tinha rodeio, aí a noite ficava mais animada.
No começo a gente pensou que a Priscila nunca mais fosse pisar por lá, afinal achávamos que ela não era acostumada com tudo aquilo, mas foi bem ao contrário, ela se encontrou naquele lugar. Se divertia mais do que todas nós juntas, e não ia embora da festa sem antes  passar por trás da igreja ( não pense que rezando, bem ao contrário, atrás da igreja é o local preferido dos namorados... acho que alguém já contou isso aqui...)
O fato é que a Priscila era a grande “pegadora” da turma, lembra aquela personagem que dizia: " eu beijo muuuiiittttooo"...era mais ou menos assim..kkkk.... e não tinha frescura não, alto, baixo, loiro ou moreno, bonito ou horroroso...é até aqueles que ninguém encarava, ela dava uma oportunidade e no outro dia contava às gargalhadas, não se importando com as críticas.
Mas a gente sabia que tudo aquilo era passageiro, que por mais que ela aproveitasse bastante a juventude no fundo ela sonhava com um grande amor. Um dia ele apareceu.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

É a vez da Priscila

Acho que não sou jornalista à toa, adoro contar uma boa história, o blog além de uma forma de ajudar nós mulheres a superarmos nossos “traumas” amorosos, tem sido uma maneira muito bacana de colocar minha profissão em prática. Depois de contar minha história, agora tenho o desafio de revelar um pouco da vida de outra mulher, que também sofreu uma desilusão amorosa, mas aqui ainda tenho um segundo objetivo, falar sobre amor próprio.
A Priscila tem 31 anos, é uma das pessoas mais animadas que já conheci, nunca vi gostar tanto de uma festa... e de um paquera também!!! Eita Priscila que não perdia tempo, e acho sinceramente que ela é quem estava certa, afinal a vida é pra ser aproveitada né?
Tivemos muitos momentos juntas, uma turma de primas, de primas das primas, das amigas das primas, enfim quando juntávamos erra uma farra só...depois o tempo foi se encarregando de levar cada uma para um destino, o fato é que há alguns dias reencontrei a Priscila, na verdade fui visitá-la porque fiquei sabendo que ela está passando por um tratamento de saúde.
Quando cheguei a casa dela tive duas grandes surpresas, a primeira porque a aparência não era a mesma, por causa do tratamento ela perdeu os cabelos, tem dificuldades de andar e de falar, a princípio vem aquele sentimento de piedade, mas não é por aí...
Em cinco minutos de conversa minha segunda surpresa... reencontrei a Priscila dos velhos tempos, o mesmo brilho no olhar, a mesma determinação, a mesma risada gostosa e até o mesmo jeito “fogoso” de sempre...quando ela me contou que estava paquerando os médicos eu tive certeza que aquela era a menina de quem eu tinha uma dia me tornado amiga.
Foi então que me lembrei que ela seria uma ótima história para o blog, não só pela experiência de um relacionamento de onze anos que acabou der repente, mas porque ao mesmo tempo ela teve que enfrentar uma doença grave. Priscila está aguardando para fazer um transplante de células tronco, mas esse é só o fim da história... por sinal uma linda história de superação que eu terei o maior prazer de registrar!!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A RELAÇÃO EM SI!

Desculpe a demora galera, mas é porque graças a Deus, estou trabalhando muuuito ultimamente. Mas vamos lá....
Ah! Volta lá no ultimo post dá uma lidinha rápida e volta aqui que eu espero...(eu mesma fiz isso) kkkkkkkkk....
Sabem o que era estranho? Eu entrei nesse relação só pra ver “de qual que era”, mas no começo eu não estava envolvida, mas a coisa foi tomando uma proporção tão grande que nem sei onde foi parar!!!
Tem uma historia (entre tantas, mas sei que preciso ser objetiva pq já soube que tem muuuita gente querendo falar sua historia também) que marcou minha vida...
Um dia, um “paquerinha” (tá ele sempre foi um pouquinho mais que isso, tinha um carinho imenso por ele mas nunca traí o ...((ops quese falei o nome..rsrsr)) nunca traí o figura) que me mandou uma carta de 15 paginas, JURO!!! ...E A IDIOTA AQUI, guardou na mochila pra mostrar pro namorado, passei na casa dele pra isso e não é que na chegada, de cara ele abre a minha mochila e acha a carta antes que eu pudesse contar e quebrou o maior pau!!!
Caraca, parecia coisa de denúncia anônima, como ele soube? Ele jamaaaais mexia nas minhas coisas e foi lá logo de cara????!!!O fato é que ele pegou meu primo, um amigo nosso e ele e foi até o ponto de ônibus do menino ARMADOS pra pegar o garoto????!!!!...Ele disse que o dito cujo, esbravejava... “ela é minha você jamais vai tirá-la de mim” e quase atirou nele.
Acreditem: Eu estava tãaaao apaixonada que achei isso “bonitinho”???  Juro hoje morro de vergonha de mim mesma
Quando o garoto encontrou comigo me disse: Olha, ele está com você, não é porque te ama, é porque você é o troféu dele!!!..
Teve outro lance no meu aniversario de 18 anos, estávamos terminados e ele me mandou flores levou presente e foi embora, dai chegou na Mogiana e mandou meu primo me ligar pra dizer que ele estava lá com outra, pra ver minha reação...e qual foi??? Lógico fiz meu outro primo me levar lá pra ver se era verdade. Ele claro, ficou mais metido e convicto que eu ainda o amava e faria qualquer coisa pra ficar com ele. Nessa altura já era a piada dos amigos, a cachorrinha que corria sempre desesperada atrás dele e só acreditava nele!
Ele me deixava em casa e ia pra farra com meu primo, e ainda fazia meu primo me contar com riqueza de detalhes no outro dia, o que haviam feito, e quando ele terminava de contar o sujeito olhava pra mim e soltava...”Que isso? Vai acreditar nele ou em mim” ...eu derretia e acreditava nele. Meu primo queria morrer coitado!!!!
Lembra daquele história de ser o troféu? Levei uns 15 anos pra entender isso!!
Amigas, volto amanha com mais!!! Desta vez termino, ok?!!
Comentem, me visitem e mandem suas historias tbm!!
**** se você também quer contar sua história, fazer perguntas ou comentários participe com a gente nosso email de contato é minhainsensatez@gmail.com

sábado, 24 de setembro de 2011

Apenas uma em cada dez relações tem amor saudável

Nossa confesso que fiquei bem surpresa com esse índice, nós idolatramos tanto o amor e pensar que a maioria das pessoas não sabe lidar com esse sentimento. Difícil né? Mas essa não é a única curiosidade que encontrei sobre o tema.

Estava eu na manicure, lendo uma dessas revistas voltadas para mulheres quando encontrei uma reportagem sobre mulheres que amam demais, e lá tinha um "teste" para identificar quem se encaixava no perfil, a consultoria da reportagem foi da psicanalista Taty Ades.

Pesquisei na internet e descobri um site repleto de informações muito interessantes sobre o tema. Lá encontrei também um outro comentário, vejam:

" A mulher que ama demais na verdade ama de menos, mesmo que não perceba isso, ela tem uma tendência a estar com parceiros problemáticos e querer cuidar deles de forma incessante, sentindo muitas vezes que está doando mais do que recebendo em troca."

A psicanalista também tem uma coluna no UOL, abaixo segue algumas dicas que achei interessante, mas vale muito a pena acessar a página tatyades.net, e conferir tudo que tem por lá.

Como identificar os sinais do amor patológico

- necessidade gradativa de estar perto fisicamente do companheiro ao ponto de tornar-se aflitiva;

-exclusividade de prazer cada vez mais restrita ao outro;

-diminuição e até perda do prazer em atividades em que antes fazia sozinho;

-sintomas de abstinência e ansiedade com a ausência do outro, ansiedade forte, sintomas de pavor, sintomas físicos ( tremor, sudorese, taquicardia, falta de ar...) e até mesmo a imaginação de perder o outro, semelhante ataque de pânico e fobia.

Dicas de como preservar os relacionamentos de forma saudável

-manter os relacionamentos com pessoas de seu convívio pessoal e valorizar que o outro também o faça ( família, amigos antigos...)

-diversificar as relações sociais, ter também amigos e contatos individuais e não só os do casal, valorizar momentos em que desfrutam de outras pessoas;

- ter atividades individuais, como esporte, leitura, estudo e hobbies;

-manter o sentido da vida além do relacionamento afetivo e do próprio trabalho, atividade social, religiosidade, estudos, filantropia, algo que dê a sensação de ter missões e papéis no mundo;

-respeitar a individualidade do outro, não querer mudar sua identidade como exigência e não querer mudar demais também para agradar ao outro. Pode-se mudar alguns comportamentos e hábitos para ajustar o convívio, mas não se muda a personalidade e os valores pessoais.

Fonte: tatyades.net

***Você também pode participar do nosso blog enviando depoimentos, dúvidas e sugestões, nosso endereço minhainsensatez@gmail.com. Beijos, até a próxima!!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PAPO DE ESPECIALISTA

Calma, meninas, não abandonamos vocês não, mas como boas mulheres como somos também tivemos nossos momentos digamos "conturbados". Compromissos de trabalho, compromissos pessoais, TPM da brava... e na última semana nossa correria acabou compromentendo a atualização do blog. Mas não tem nada não, a intenção aqui é ser algo prazeroso, nada de obrigação.

A continuação do depoimento vem nos próximos dias, segurem a curiosidades mais um pouco...enquanto isso vou trazer uma novidade muito legal para  blog, a partir de agora teremos um bate papo semanal com uma especialista. É isso mesmo, estou nomeando estes posts de Papo de Especialista, toda vez que tiver este título podem acessar que terão dicas preciosas de uma psicoterapeuta. E vocês mais uma vez tem participação importantíssima nisso, mandem suas perguntas para o nosso email, que vamos encaminhar para que ela possa responder. Lembrando que nosso email é minhainsensatez@gmail.com

Nossa especialista é Cláudia Maria Mazão Ghizzoni, psicóloga clinica, especialista em psicoterapia psicanalitica. psicossomatica psicanalitica, orientaçao profissional. orientaçao de carreira.Psicoterapia da familia e do casal
O nosso primeiro bate papo com a Cláudia

MIHomens e mulheres são diferentes, claro, num relacionamento, quais as principais diferenças entre nós e eles?? Porque as mulheres parecem que sofrem mais por amor do que os homens?

Claudia: Os homens sofrem do mesmo jeito mas solucionam de modo diferente. Eles procuram solucionar o problema de maneira mais racional e prática, nao discutem o relacionamento e procuram a soluçao em outros relacionamentos.

MI: Existe alguma razão para as mulheres perderem o controle dos sentimentos e começarem a fazer coisas sempre justificando que é "por amor"?


Claudia:  Não acredito que perdem  o controle por amor acho que não admitem perder nunca.

MI: Quando um relacionamento começa a não dar certo, muitas mulheres não aceitam e ficam tentando de todas as formas reatar, o que é preciso fazer para que ela enxergue o fim de um relacinamento?


Claudia: As mulheres deveriam entender que  essas tentativas são em vão, porque vão perdendo o amor próprio e vão virando um lixo. Devem gostar mais delas,  melhorar a auto estima. A gente só perde aquilo que temos. E se o relacionamento não deu certo  é porque tem culpa, assim como os parceiros. Nunca a culpa pode ser de um só. É preciso refletir e perceber onde erraram também, só assim não farão denovo.

MI: Amigos, família, todos acabam envolvidos quando uma mulher se "perde" num relacionamento, como eles podem ajudar?


Claudia:A família por estar muito envolvida no conflito acaba se perdendo também na situaçao,. o ideal é  procurar uma orientaço de especialistas, porque a familia às vezes nao sabe o que realmente se passa com o casal.

*****Se você tem alguma pergunta mande pra gente pelo email minhainsensatez@gmail.com.br, lembrando que você também pode mandar um depoimento...ou simplesmente um comentário ou apenas ler mesmo, participe da forma que se sentir mais à vontade!!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

E O CONTO DE FADAS EXISTE....ATÉ A PAGINA 2!!


E tudo foi se encaminhando perfeitamente em nosso namoro... A intimidade cada vez maior, a menina virou mulher, e aí que o amor começou a gritar em meu coração...
Ele pra mim se tornou uma necessidade... Uma presença imposta pelo meu desejo... Um mundo novo!
Era aquele típico namoro adolescente que sinceramente desejo pra minha filha, ele ia todos os dias em casa, namorávamos na sala, conversávamos e ríamos muito, ele pra mim era um “Deus”, a perfeição em pessoa!! E olha que parece que só eu o achava bonito, não tinha uma amiga minha que não virasse pra mim e comentasse: “Pelo amor de Deus o que você  vê nesse homem horroroso?!”... E cada vez mais eu ficava apaixonada...
Acho que o primeiro ano foi assim, normal mesmo, rotina gostosa, sábado ou domingo ia pra fazenda passávamos o dia lá e voltava pra cidade, nessa época eu só queria “ter uma casinha branca de varanda, um quintal e mato verde só pra o sol nascer” literalmente.
Eu estudava, estava no primeiro ano do colegial ele mal terminou a quarta serie... sim...coragem nenhuma pra estudar, e mesmo assim eu o achava perfeito!!!
Era tudo tão mágico que, sinceramente, eu não sei quando foi que percebi, nem quando isso começou, mas de repente me dei conta que só eu ria... Mas o pior de tudo era que só ria com ele e pra ele.
Passei a viver a vida conforme ele quisesse, ai começaram as brigas em casa!
O primeiro a se indispor comigo (e sinto resquícios desse tempo até hoje)  foi meu irmão.
Sei que rolou uma briga, mas até hoje não sei os detalhes, mas na época lembro que fiquei do lado do meu amor e não do meu irmão.... Isso deve ter sido duro... Pois nunca mais tive o apoio “total” do meu irmã pra nada...
A primeira imposição séria veio quando no segundo ano da Agrotécnica ele me pediu pra largar o curso, e só não o fiz pq não achei vaga em outra escola no meio do ano!
E sabem o que era pior nessa  época eu já o amava mais que a mim mesma!!
Meus pais, que antes o adoravam, começaram a olha-lo com outros olhos, principalmente minha mãe começou a sentir que a historia não ia acabar bem, pois eu já havia perdido as rédeas da minha própria vida, minha própria vontade!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Porque se for pra me enrolar, vaza!!

EITA MULHER BRAVA....
 perdidinho? Leia o post anterior se situe do assunto que vou continuar contando aqui!! Vai lá que eu espero!
Voltou?!! Então... Dai que a semana toda fiquei com aquilo na cabeça porque eu  o evitava durante tanto tempo, e agora to tão mexida assim?!!...E olha que mexeu tanto comigo que na época eu tinha um paquerinha e até “tava” ficando com ele, estávamos quase engatando um namoro (rolo esse que me causou problemas futuros no namoro, conto depois) e depois daquele sábado não tirava o danado da cabeça!
Não quero ficar detalhando muito apesar de lembrar exatamente de muuuuitos detalhes, acho que vai ficar meio mala, mas tem coisas que não posso deixar passar.....
No sábado seguinte em que nos encontramos, o papo rolou muito fácil e eu me encantando cada vez mais.... Dai que fomos “pro lado” da igreja pra “conversarmos” ..heheeh...eis que surge minha mãe do nada e solta....”vai pro claro”...kkkkkkkkk...não tive duvida...fomos pra frente do povo e ele me lascou um beijo....ai claro ficou foi  a cara da minha mãe coitada...hehe.
Bom, dai eu que nessa época era bem decididinha,  o chamei  numa noite e cheguei na parede, soltei a Joelma que havia em mim (Chega prá cá, meu bem que eu vou te ensinar....)larguei na lata:  “ Aqui... você vai namorar comigo ou não? Porque se for  pra me enrolar, vaza!!"...ele ficou né, e eu como não tinha nada pra fazer engatei um namoro.
Confesso que nesse começo era mais pra não pagar de solteira com as colegas e tal...havia começado a fazer agrotecnica e não queria ser a única solteira das meninas...tinha algo pra fazer....
Na época eu era toda “agro girl”...usava cintão de fivela e tudo, amava rodeio.... ((Nesse ponto Ana Carolina entra em cena: “Você provou que me aaaaaaaaaaaaama”...kkkkkkkkkkkk)).
Ele até gostava mas eu gostava mais...lembro que a nossa primeira saída, fomos a um rodeio...eu me achava a Ana Raio, ao lado do meu Zé Trovão... Ainda mais que ele também tinha cabelo comprido!!!! ai,ai,ai,ai!!!
Bom, nesse ponto a menininha começou a namorar...sentindo apenas cosquinhas no coração...quer ver o bicho pegar?...volte no próximo post...hehehe
***A sua história também pode estar aqui, escreva seu depoimento pra gente minhainsensatez@gmail.com.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O PRIMEIRO AMOR É AVASSALADOR?


Bom, acredito que tudo que passamos na vida faz parte de nosso crescimento...E principalmente que certas coisas tem hora certa para acontecer... Primeiro, vou me apresentar rapidinho “prazamiga” que ainda não me conhecem...
Sou Heloisa, tenho 35 anos, uma filha de 7 anos , um namorido,  muitas duvidas, poucas certezas, várias historias e nenhuma desistência... Minha vida sempre foi pautada por extremos, pelo menos na minha cabeça..hehehe..., mas chega de “delongas” que tô aqui é pra contar minhas pendengas!!!
Vamos deixar combinado assim, não vou citar o nome pra não precisar pedir autorização para contar os fatos, mesmo porque são apontamentos da minha vida e se ficar ofendido bato os ombros e digo... “tá bom meu bem?!!...se tiver mentindo proooova!!”!...kkkk se bem que acho que é muita pretensão minha achar que vai ler o blog...kkkkkkkkkk (quem conhece a figura vai rachar de rir nesse momento).
Bom, meu primo andava com um amigo que, de graça, eu não suportava. Me lembro de uma vez que estava em um barzinho badalado na city, quando meu primo passou de moto, me viu, parou e a primeira coisa que perguntei foi: “ O Figura tá com você?” ..Quando ele me respondeu que sim fui  embora na HORA.
Fiquei 3 anos que olhar na cara dele. Juro!!! Nem sabia se ele tinha crescido, se já tinha barba (sim, nessa época eu tinha uns 13 anos quando tomei birra do indivíduo!).
Um belo dia, estou em uma festa na comunidade vizinha a minha cidade, festa essa organizada pelo meu pai, lembro que estava como “caixa” da festa e minha prima como DJ..(kkkkkkk)  quando ela se virou pra trocar um “vinil do Voninho” pelo “vinil do Nenzinho Boa  Fé”  (Vou contar o que aconteceu lá num baile de forró...atchim huhuhuu, atchim..kkkkkkk) entra meu primo com um rapaz alto, cabelos compridos ( a rolar no vento...sim gosto de Cristian e Ralf) que ficou de costas pra mim e eu paralizei, acho que poucas vezes fiquei hipnotizada assim, quando minha prima me olhou e viu a cara de paçoca que eu estava me perguntou: “Que isso viu fantasma?” eu só tive forças pra perguntar:  “ Quem é aquele ali com o nosso primo?” ela só dá uma olhada em mim (pra ver minha reação ao fato) e responde: “É o fulano!”!!!!!!
Uma mistura de raiva e alegria me dominou no exato instante, ele se virou, me viu, apontou pra mim e veio  até o caixa e me disse: “Quer dançar comigo?”...(kkkkkkkkkkkkk) juro que morro de rir só que na época minhas pernas tremeram igual a varas verdes.
Engoli seco, pedi pra minha prima ficar em meu lugar e fui!! Não disse uma só palavra, mas dancei com ele a noite toda!!!
Bom, esse é só o primeiro dia de uma historia looooooooonga, portanto, se meu texto for aprovado ,sim escrevo como penso e com as boboeiras que me veem á cabeça coloco entre parêntese. Confesso falo melhor que escrevo #fato......hehehe) contarei essa e muitas outras histórias....
Mas tem que deixar comentário pedindo viu...sou atriz e sobrevivo de aplausos..
Bjs!!
***Esse é só o começo...se você também quer mandar seu depoimento, fazer perguntas, comentários, tirar dúvidas, escreva pra gente...minhainsensatez@gmail.com

domingo, 11 de setembro de 2011

Um nova história que começa

Na última sexta-feira o nosso blog completou sua primeira semana, confesso que estou bastante orgulhosa com o resultado. Tivemos o retorno de várias leitoras, o que é importantíssimo para esse projeto dar certo. Mas como dissemos o blog será feito de depoimentos, quanto mais histórias, mais oportunidades de nos reconhecermos e provarmos que não estamos sozinhas quando o assunto é o coração.

Muita gente não escreve por medo de se expor, na verdade eu também tive esse receio, nossa o que todo mundo vai pensar quando ler essas páginas, mas vou dizer uma coisa, é muito bom poder dividir um pedaço da nossa história com outras pessoas, a cada dia você recebe mais apoio e percebe que nunca está sozinha e poderá sempre contar com pessoas queridas.

Não é um blog para profissionais, por isso quem quiser se aventurar pode mandar seus textos sem medo, estamos aqui para ouvir diferentes histórias, contadas em poucas palavras ou em grandes textos. Vamos lá, quem se sentir à vontade não perca tempo.

Nesta segunda-feira começaremos a contar uma nova história...recheada de muita emoção e contada por uma pessoa muito especial, que com certeza aprendeu muito com suas experiências e o melhor de tudo, tem um humor surpreendente.

Aliás, aproveito para parabenizá-la, pelos dois aniversários especiais neste mês!! Toda felicidade do mundo para ela e aqui vai minha supresa! Uma lembrança do período que dividimos nossas incertezas, mas também nossa felicidade plena!


Janeiro/2004

***Não percam a primeira parte amanhã, e para mandar seu depoimento ou falar com a gente o nosso email é minhainsensatez@gmail.com

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

PERDOAR, NÃO É ESQUECER

Desta vez foi diferente
Para começar a conversa perguntei que dia ele tinha chegado de viagem...Ele respondeu que na semana anterior, daí perguntei: O que de mais importante você estava fazendo que só agora veio ver seu filho? Foi só o começo, falei tudo que estava engasgado durante todos aqueles anos. Meus Deus, um filho é um divisor de águas na vida de qualquer pessoa, mas para ele tudo continuava igual, não ajudava a olhar, não ajudava financeiramente, não ligava para saber notícias, simplesmente fazia uma visita quando não tinha nada melhor pra fazer ou nenhuma festa para ir.
Decidi  que a partir daquele momento, os fins de semana que eu tivesse trabalhando ele iria ficar com o bebê...e encerrei dizendo: Vamos nos comportar como qualquer casal separado...ai veio a surpresa. Ele me falou: Vamos fazer diferente, ao invés de comportar como casal um separado, vamos tentar ficar juntos. Eu quase rolei escada abaixo, resisti muito claro, não tinha como confiar nele...mas ele foi firme, disse que estava disposto a tentar, que a gente iria namorar, e quem sabe se desse certo até moraríamos juntos...pensei isso nunca vai acontecer.....mas aconteceu
Já são 7 anos juntos, nunca mais nos separamos...enfrentamos muitas dificuldades, como qualquer casal, demorou para ele ganhar a confiança da família que ainda o tratava indiferente, mas ele agüentou firme e se mostrou disposto mesmo a dar certo. Me surpreendeu com coisas simples, foi dele a iniciativa de aprender a trocar fraldas e fazer mamadeira, mesmo não morando na mesma casa. As vezes tínhamos uma festa pra ir e eu dizia que não podia por causa do bebê...ele dizia eu vou pra ai ficar com vocês!!
Aos poucos foi participando mais das festas em família, já se sentia mais a vontade de ficar na fazenda e uma das lembranças mais bacanas que eu tenho foi quando fui viajar a trabalho...Ele foi comigo e voltou de ônibus, só para eu não ir dirigindo sozinha de carro!! Talvez ele nem saiba que isso me deixou tão feliz.
Com o tempo criar o bebê na casa dos meus pais foi ficando mais difícil, apesar de tê-lo aceitado minha mãe não aceitava ele dormir na minha casa e com o bebê crescendo quase não tinha jeito da gente sair. Eu disse a ele que iria alugar um apartamento pra morar com meu filho e logo ele disse que viria junto. Eu arrumei tudo para mudar mas na hora H minha mãe interferiu, hoje vejo que foi melhor esperar mais um pouco.
Mas o destino é mesmo  intrigante...um belo dia minha colega de trabalho chegou dizendo que tinha encontrado umas casas num condomínio pertinho de onde eu trabalhava num preço bem legal...fui ate lá e foi amor a primeira vista..liguei pro meu pai e pedi pra vender o carro que ele tinha me dado, mais meu fundo de garantia e o financiamento comprei minha casa. Em momento algum falei pra ele vir junto, mas ele entendeu o recado.
Numa tarde estávamos no centro da cidade resolvendo umas coisas e ele me chamou para ver  alianças... achei que eu iria explodir, não entendi muito bem o que ele estava pensando, mas não falei nada, escolhemos e encomendamos...quando cheguei em casa meu pai estava na sala eu falei: pai ele quer te falar uma coisa....ele tomou um baita susto porque acho que não estava nos planos dele oficializar ali naquela hora,  mas enfim, em um mês  estávamos “casados”. Já são 5 anos dividindo nossas vidas, tivemos o segundo filho e vivemos como qualquer casal, com altos e baixos.

Em sinal do meu amor!

Perdoar não é esquecer
É uma superação constante, porque sempre que tem uma briga, é inevitável as lembranças do passado. Mas um dia ouvi uma frase que carrego sempre comigo: Perdoar não é esquecer. E é exatamente assim que tento levar minha vida. Não fico remoendo o passado mas confesso que as vezes penso que a qualquer momento ele pode sumir, como fazia antes.  Ainda bem que até hoje isso não aconteceu, sempre que brigamos na hora de fazer as pazes ele reforça que me ama e que não pensa numa vida longe de mim e dos nossos filhos...mas gente ainda apronta as dele viu?
Claro que nada tão grave quanto antigamente, pelo menos não que eu saiba, mas como um pássaro livre, sempre volta!! E aprendi que assim que ter que ser, as pessoas tem que estar aonde querem, ele tem liberdade pra ir aonde ele quiser, viaja a trabalho mas pasmem ele me liga todos os dias e vive reclamando que eu não ligo pra ele. Acho até graça.
Aprendi também que o ditado quando dois não querem um não briga tem outra versão, quando um não quer dois não ficam...de nada adiantou eu ser uma pessoa legal, inteligente, gente boa e ter amor incondicional por ele, nós só conseguimos nos acertar no dia que ELE também quis. E lembra do nosso trato: só me procure no dia que você quiser dar certo comigo. Esse dia chegou e resolvi tentar, denovo.
E parece que meu vendaval finalmente passou, hoje mais madura sei que não precisava ter levado tudo tão a sério, poderia ter ido com mais calma, sem brigar com o mundo, sem tanto sofrimento, mas isso a gente só aprende depois que passa. E relacionamento é um aprendizado constante, por mais que hoje o meu pareça perfeito, no fundo eu sei que a tempestade pode voltar. Se ele foi capaz de fazer uma vez, pode sim fazer tudo novamente, por isso quando a gente se arrisca tem que estar ciente de que se um dia acabar, não dá para reclamar. Mas estou pronta para encarar sempre a verdade, chega de viver de ilusão.
Sei que ele não vai pensar em tudo que vivemos nem no quanto já me fez sofrer, vai simplesmente tomar a decisão que ele achar que é melhor pra ele. Mas a gente também é assim, sempre acaba fazendo o que acha que é melhor pra gente a diferença é que eles agem com a cabeça e a gente com o coração.

Às vezes olho para traz e me pergunto como consegui passar por tudo isso? E então me lembro do quanto sou forte e tenho pessoas que me amam ao meu lado. Se passei por tudo e recomecei não há ninguém que será capaz de passar por cima dos meus sentimentos novamente.  Mas tudo tem o lado positivo, minha maturidade chegou aos 21 anos, sem dúvidas perdi muito da minha juventude, desde então não vivo mais pra mim.
O meu dinheiro, o meu tempo, o meu sono, o meu amor tem outros donos. Mas não posso nem reclamar, apesar de todas as dificuldades me formei, conquistei coisas importantes profissionalmente, tenho minha casa,meu carro,  o carinho de toda a minha família, o homem que sempre amei ao meu lado e que me deu dois filhos lindos, só por isso já está mais que perdoado. E tenho principalmente a minha vontade de vencer, que me leva sempre pra frente. E é para onde eu estou indo!
Minha família linda!



"Não se afobe não                                                          
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar..."


...Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você


Trecho da música: Futuros Amantes, de Chico Buarque.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Família, não existe amor maior

Minha primeira consulta ao obstetra durou 2 horas, uma hora de exames e explicações, uma hora de psicologia para minha mãe, meu médico foi um verdadeiro  pai, me ajudou não só na gravidez mas na aceitação dela.
Quando estava chegando em casa meu celular tocou e reconheci o número, era ele, finalmente, não contei a minha mãe, apenas deixei um bilhete avisando que iria encontrá-lo. Nem parecia que tínhamos algo tão sério para conversar, me tratou como se fossemos namorados num bar, segurando minha mão, fazendo carinho, como se não tivessem passados 30 dias sem nenhuma satisfação. Fiquei revoltada? Que nada, inocentemente achei que a partir dali tudo daria certo, ele falaria com o meu pai, assumiria o filho e quem sabe até ficaríamos juntos...doce ilusão...ou nem tanto.
Os três primeiros meses foram os mais difíceis, acho que da minha vida, além de reviravolta por causa da gravidez, começaram os enjôos, embora minha família me apoiasse era visível o abatimento de todos. Meu pai deixou a barba crescer, minha mãe chorava com qualquer pessoa que ligasse pra ela e minha irmã começou me tratar de uma maneira muito rude, acho que inconscientemente ela não me perdoava pelo que tinha acontecido. Junto com tudo isso tinha o fato do pai do meu filho nunca mais ter dado notícias, eu  sentia muito sozinha e culpada, muito culpada pelo meu e pelo sofrimento das pessoas que eu mais amava. Acredito que tive até um início de depressão, minha vida se resumia em dormir, passar mal, trabalhar, ir pra faculdade e passar todo o tempo livre deitada no sofá. Deixei de sair, não ia a festas, aniversários,a casamentos, não tinha ânimo para nada, sem falar que fiquei envergonhada de sair, todo mundo agora tinha motivo para me julgar.
Meu pai claro percebeu o que estava acontecendo, num domingo a tarde ele chegou em casa e lá estava eu deitada no sofá, e essas foram as palavras dele: “ Eu não quero mais chegar em casa e te ver deitada nesse sofá, chorando. Você vai retomar a sua vida, continuar sua faculdade, seu trabalho e vai encarar as pessoas com a cabeça erguida. Não está sendo fácil para você, nem para ninguém de nós, mas a gente vai ter que aprender a lidar com isso. Se você esta envergonhada de ir aos lugares, pode ficar tranqüila que aonde a gente for, vou chegar de braços dados com você.”
Era a força que eu precisava, porque não foi um período nada fácil pra mim. Passaram-se os nove meses e ele nunca mais apareceu, nem sequer ligou...NUNCA...NUNCA...NUNCA me ligou para saber se eu estava bem, se o bebê estava bem, se eu precisava de alguma coisa...Uma mágoa que vou carregar pra sempre, embora já tenha superado.
Nesse período sofri muito, me senti rejeitada, não sabe como dói chegar grávida em algum lugar e as pessoas perguntarem e o pai?? E você dizer, não sei... Mas aprendi muito também, conforme a barriga foi crescendo fui recebendo mais o carinho da minha família, que jamais me abandonou, confirmada a vinda de um menino foi bastante comemorada na casa onde o predomínio era de mulheres!!
O natal daquele ano teve muitas lágrimas, faltando um mês para o nascimento era um misto de alegria, superação e incertezas...até hoje quando olho as fotos da família toda chorando segurando minha barriga tenho a certeza que eles se perguntaram naquele momento: O que vai ser dela e desse bebê?? Uma certeza eles tinham seria uma criança muito amada.
Antes da chegada do ano novo meu pai me chamou na sala: Liga pra ele e pergunta se ele vai assumir o seu filho, porque se ele não for não tem problema, eu assumo, mas não vou entrar o ano sem ter essa resposta.
 Depois de tanto tempo, falar com ele novamente? Não estava nos meus planos, mas meu pai foi incisivo e disse que se não ligasse ele mesmo ligaria...preferi fazer eu mesmo. O ser humano é tão cara de pau que falou comigo como se conversássemos todos os dias, falou pra eu ficar tranqüila que até no dia 10 de janeiro estaria la...ficar tranqüila, como se isso fosse possível, e o pior...me mandou um  beijo no final...num é que a idiota ficou feliz??

Aos 7 meses de gravidez e como presente essa linda mensagem!!


Um anjo em minha vida
Gente, é claro que ele não apareceu, aqui até dou um desconto porque aconteceram alguns contratempos que prefiro não citar, mas qualquer pessoa normal daria ao menos um telefonema, ele não...
Fiquei decepcionada claro, mas acho que no fundo eu já sabia...Na véspera do nascimento, chorei muito...muito...muito...fiquei mais de duas horas na sacada do apartamento olhando pra rua e pensava: ele vai vir, não é possível...cada carro que parava na porta do meu prédio era minha esperança que renascia, mas ele não veio.
Minha mãe chorando também foi me buscar, me abraçou e disse: Não fica assim não, faz mal para o bebê.  A gente está aqui com você.Meu Deus, ele teve 9 meses pra fazer a coisa certa e não fez, por que? Eu nunca vou entender...
Naquela noite, ainda antes de dormir sentei em frente ao computador e escrevi uma carta pra ele, imprimi e guardei na bolsa, pensei que se um dia ele aparecesse eu iria entregá-la sem dizer nada...nela eu escrevi o que estava sentindo naquele momento e deixei bem claro que jamais iria perdoá-lo...não foi bem assim.
No parto correu tudo bem, meu filho nasceu lindo, forte, saudável e claro a cara do pai, não tinha um que chegasse para vê-lo que não dizia isso. No fim da tarde, o quarto estava lotado de visitas, eu tremendo e passando muito mal com os efeitos da anestesia quando ouvi a voz da minha prima dizendo...entra aqui...e lá estava ele, meio sem jeito, sem saber o que falar e como agir, eu que já estava tremendo tremi mais ainda, mas me esqueci de tudo que tinha passado, e só me lembro da imensa alegria e alívio de vê-lo ali, junto comigo, segurando meu filho nos braços.
 Não foi a situação mais confortável, mas minha família novamente foi maravilhosa, puxaram conversa e tentaram deixá-lo o mais a vontade possível. Daquele dia em diante a relação ficou menos tensa, depois de três anos morando fora ele estava de volta, e nos três primeiros meses, foi algumas vezes nos visitar, sempre bem recebido por todos. Sem dúvida que toda vez que ele me ligava avisando que ia ver o nenê, meu coração disparava, mas eu tinha consciência de que nossas chances eram mínimas, mas existiam.


                             Com meu filho nos braços, uma felicidade que nunca senti antes


Tudo denovo, será?
Enquanto isso as notícias não paravam de chegar, enquanto eu estava envolvida entre fraldas e mamadeiras, ele estava na noite, todo dia alguém vinha me contar que tinham visto ele numa festa, ou num bar, me pouparam de dizer se ele estava com alguém, jamais perguntei também.
 No feriado da semana santa, todos iriam para a fazenda, eu como trabalhava no feriado e no fim de semana teria que ficar, minha mãe ofereceu para levar o bebê e eu não tive outra escolha. Sozinha em casa minha amiga me chamou para sair, confesso que tive medo e vontade, sabia que existia a possibilidade de encontrá-lo e foi exatamente o que aconteceu. Ele foi até a minha mesa e sentou ao meu lado, conversamos, falamos sobre o bebê e quando o irmão dele chamou para ir embora ele disse que ficaria comigo...meu coração disparou.
Fomos embora e parei o carro no mesmo lugar onde ficamos na primeira vez, falei pra ele pronto podemos conversar...ele simplesmente me agarrou e me beijou. Depois de quase um ano de total abstinência..la estava eu com ele novamente., combinamos de nos encontrar no outro dia.
Acordei como se tivesse renascido, não acreditava no que estava acontecendo, ele foi tão firme em dizer que iria me ligar que não pensei em outra possibilidade. Minha amiga me chamou pra sair antes do encontro com ele, fui embora à meia noite sem que o telefone tocasse. Dormi chateada, mas como se já soubesse que isso iria acontecer. Uma e meia da manhã meu celular tocou...era ele..dizendo que estava na porta da minha casa e queria me ver. Falei que já estava dormindo, mas só faltou eu pular da janela direto no colo dele. Desci, saímos e ficamos juntos, como se nada no mundo mais importasse.
Depois disso, quase dois meses sem nenhuma noticia, não ligou, não apareceu mais...e denovo tinha chegado a época das festas na cidade...um ano atrás eu estava me divertindo, agora não iria em nenhuma delas por causa do bebê...mas ele não, como há um ano foi em todas as festas e levava a vida como se nada tivesse mudado.
Um dia cheguei ao trabalho e meu colega disse que tinha visto ele num bar....aquilo me ferveu o sangue... Por coincidência ele me ligou no mesmo dia...perguntando se podia ver o bebê.
Quando ele chegou em casa cumprimentei só de longe, ele percebeu a diferença, quando avisou que estava indo embora acompanhei ate na porta e a fechei...ele regalhou os olhos assustado, eu só pedi que ele sentasse na escada que queria conversar...

***Amanhã tem a parte final desse depoimento, com um final surpreendente!! Para escrever pra gente minhainsensatez@gmail.com. Participem, beijos!!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Paixão Irresponsável

Como a verdade é difícil
Era época de festas na cidade, eu estava no trabalho quando meu celular tocou e vi o número da casa da mãe dele...nossa que delícia de sensação...disse que tinha chegado e que nos encontraríamos a noite...o que não aconteceu..Ao invés de ir à festa que tinha combinado comigo foi à uma onde os amigos dele estariam...Pelo menos dessa vez consegui me divertir e beijei um carinha bem lindinho!!
Mas no outro dia, minha realidade estava de volta, me perguntei o tempo todo porque ele não apareceu, ele me ligou e contou o que tinha acontecido, como se não fosse nada demais...Magoada com mais um bolo prometi pra mim que tinha acabado.
Mas estava só começando, dois dias depois nos encontramos e quando o vi meu coração quase saiu pela boca, é claro que não resisti e ele me abraçou como  se também sentisse saudade, baixei a guarda na hora...Foi uma noite linda, mas já imaginam o que aconteceu na noite seguinte né?? Nos encontramos e ele apenas me deu um tchau de longe...Algumas horas depois, quase no fim da festa me procurou e ao invés de eu mandar ele sumir da minha vida, me joguei nos braços dele.
Foram mais algumas semanas com ele ainda na cidade, mas não me procurou nem um dia, só tinha notícias dele pelos outros, num sábado à noite fui a um bar e lá estava ele... só o cumprimentei e sai de perto, dei apenas alguns passos e encontrei o moço lindinho daquela festa que veio cheio de amor pra dar, não tive dúvidas...beijei ele com todo amor que não tinha...até hoje não sei se ele viu...a verdade é que sai correndo pra casa aos prantos...pensando que ele nunca me perdoaria...perdoar do que?? Vai entender...
Alguns dias se passaram e ele continuava na cidade, nesse período surgiu uma alergia muito estranha nas minhas axilas...fiquei de repouso  enquanto minhas amigas me ligavam avisando que tinham visto ele nos lugares...
Angustiada, pedi pra minha amiga ligar na casa da mãe dele, perguntei que dia ele iria embora e ele falou que seria no dia seguinte, então combinamos de nos encontrar a noite.
Como eu estava com essa alergia fomos apenas conversar mesmo...pela primeira vez tive coragem de perguntar porque a gente não dava certo? Ele respondeu: Porque eu não quero, eu não quero dar certo com você nem com ninguém...
Foi muito difícil ouvir aquilo, mas eu precisa ouvir, não tinha mais condições de tentar um relacionamento onde só um quer de verdade. Chorei muito, mas entendi que aquela resposta seria fundamental para eu dar um novo rumo na minha vida. A verdade dói mas ela é inevitável, ou você a encara por bem, ou por mal. Quando  ele me deixou em casa olhei no olhos dele e disse: Nunca mais vou te procurar e não quero que você me procure mais a não ser que um dia você queira dar certo comigo, nunca mais vou te ligar. E de fato eu nunca mais liguei pra ele, pelo menos nunca mais liguei implorando pelo amor dele. Liguei sim, por outros motivos bem mais sérios.

O momento mais difícil da minha vida

Apesar da noite difícil estava decidida, e fiquei bem nos dias seguintes. Já conseguia aceitar que o relacionamento que eu idealizei não existia e que era preciso recomeçar. E foi o que eu fiz, recomecei do zero, posso dizer que quase lá do fundo do poço, porque foi assim que me senti nos meses que se seguiram. No dia da minha menstruação descer ela não apareceu, achei que a tal alergia poderia ter interferido no meu ciclo menstrual, mas não foi nada disso, 15 dias depois estava eu no laboratório diante da palavra: POSITIVO
Sim, eu estava grávida, como diria a amiga que me acompanhava, muito grávida. Esperando um filho de  um cara que a minha família não aceitava, que não queria nada com a vida e muito menos comigo e que morava quase 1000 quilômetros de distância, será que tinha algo pior pra acontecer?
Era preciso encarar meus pais, o mundo inteiro claro, aceitar uma gravidez aos 21 anos de idade sem sequer ter concluído a faculdade. Duas amigas queridas acompanharam todo o processo, a que me acompanhou no exame, me ajudou a absorver a idéia do resultado, outra se tornou comadre porque ficou comigo durante os 9 meses sem faltar um dia.
A primeira me aconselhou ligar pra ele e contar.Foi o que eu fiz.Ele não reagiu mal, quer dizer só falou: mas nó só saímos uma vez...Na verdade tinham sido duas, mas isso não vem ao caso, o grande problema é que quando se esta apaixonada a gente esquece de tudo, até que uma simples transa é mais do que suficiente para engravidar.
Me pediu para não contar pra ninguém e prometeu que viria no dia seguinte. O que não aconteceu.Mas eu estava decida, na sexta feira, meu pai chegaria de viagem e o assunto seria tratado no café da manhã. Terça, quarta, quinta-feira  de muita angústia, ele não apareceu, nem ligou... Na quinta-feira à noite resolvi contar pra minha irmã, sabia que precisaria da ajuda dela no outro dia. Ela ficou muito desesperada e passou a noite em claro, falava o tempo todo...Nossa Senhora...Nossa senhora...

Meu pai que chegaria de madrugada, só chegou na hora do almoço. Na manhã de sexta-feira  eu fiquei transtornada, fui parar na igreja..chorava tanto que comovi até um mendigo que estava lá, ele me ofereceu água e perguntou se estava tudo bem. Meu celular tocou, era minha grande amiga que parecia ter adivinhado que eu precisava de ajuda. Ela foi até lá e me acalmou um pouco, me levou em casa e me encorajou, mas nada me livraria daquele dia tão difícil: Foi como uma bomba, eu consigo ouvir os gritos da minha mãe até hoje. Chorou como eu nunca tinha visto antes, me falou tudo que eu precisava e merecia ouvir, algumas coisas que também não precisava nem merecia, mas enfim...acho que estava no direito dela.
Meu pai foi me levar no trabalho e só me disse uma coisa: Desta vez você exagerou. Se ele tivesse me dado um tapa na cara não teria doído tanto. Depois fiquei sabendo que naquele dia uma reunião de família aconteceu na minha casa, todos tentando controlar o desespero da minha mãe que teve que ser medicada. Meu pai tentou segurar toda a decepção que estava sentindo, mas não foi por muito tempo. No dia seguinte eles foram para a fazenda e eu fiquei sozinha, alguma amigas foram em casa  conversar um pouco, mas eu sabia que teria que encarar novamente meus pais.
No domingo acordei com os soluços do meu pai, de uma lado minha mãe gritava: Olha o que você fez com o seu pai, do outro minha irmã tentava acalmá-lo que chorava tanto que eu pensei ele sofreria um infarto. Brigamos, choramos, falamos tudo que tinha que ser dito e meu pai pediu que daquele dia em diante encarássemos o problema de outra maneira, sem brigas e ofensas. E assim foi..apesar da revolta da minha mãe ela foi se conformando aos poucos. Um mês se passou, todo mundo que tinha que saber já sabia, e nada dele ligar ou aparecer, também não o procurei.

*****Amanhã tem mais...não deixem de acessar, uma fase da minha vida que aprendi grande lições!! Beijos, até amanhã. Para entrar em contato minhainsensatez@gmail.com

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A primeira tentativa de recomeçar

...No meio de tanto envolvimento o sexo foi inevitável, e eu que o chamei de louco lá no começo dessa história, estava lá me entregando de corpo e alma. Mesmo com as experiências pouco prazerosas no início, nós mulheres sabemos disso, me sentia feliz por ter um relacionamento digamos “completo” embora, nunca fossemos namorados ou algo parecido.
E mesmo com mais envolvimento nessa fase eu já chorava muito, toda vez que ele “sumia” era como se o meu mundo fosse acabar. Ouvia as amigas, os conselhos, os paqueras querendo uma oportunidade, mas meu coração estava fechado e a chave foi parar bem longe. Depois de seis meses de uma relação conturbada, ele mudou de cidade, de estado, era minha chance de por um ponto final na história. Não foi o que eu fiz, 15 dias depois da mudança ele me ligou pedindo  para eu anotar o novo número dele..anotei num papel e guardei no fundo da gaveta...pensei: Eu não vou ligar pra ele...
Nos meses seguintes reencontrei um colega de escola, que se revelou sempre apaixonado por mim, começamos um clima de paquera mas eu sempre com uma certa resistência...Numa tarde minha prima me ligou avisando que ele estava na cidade, a passeio, mas em momento algum me procurou nem perguntou por mim...Nossa foi como se me jogassem um balde de água fria, decidi que naquela noite iria procurar meu paquera e começar uma nova história...fiz isso, nos encontramos, conversamos, ficamos juntos, mas quando cheguei em casa chorei tanto que parecia que ele tinha me torturado...e nos dias seguintes ele me ligou, mandou mensagem, tentou de todas as formas me conquistar e eu não permiti. Até que um dia falei pra ele: Tenho que resolver uma pendência, amanhã vou te dar uma resposta...

Já era tarde demais

À noite fui  em um orelhão da faculdade e adivinha? Liguei...precisava ouvir o que ele teria a me dizer depois de tanto tempo: Vou ter que ir ai casar com você...era tudo que eu precisava ouvir para desistir de vez de recomeçar um novo amor. Foram 3 meses até que ele aparecesse denovo, e eu esperei, todos os dias... Quando o telefone tocou parece que eu sabia que era ele...e era...combinamos de nos encontrar e foi tudo lindo, como se ele nunca tivesse ido embora...Já de madrugada, em casa, enfrentei a primeira crise na família, minha mãe que até já sabia do nosso rolo, mas não aceitava, viu que tínhamos saído...e eu menti pra fazer isso. Ouvi muita coisa, e no outro dia sumi durante o dia todo, precisava pensar no que estava acontecendo, a que ponto tinha chegado a minha situação.
Depois de saber do acontecido meu pai veio conversar comigo, disse que não precisava mais mentir mas que era pra eu estar preparada para um relacionamento difícil...ele imaginava que havia um relacionamento, mas na verdade não era bem assim...Eu era apenas um passa tempo pra ele...costumo dizer que quando não tinha nada melhor pra fazer ele me procurava,depois se nos encontrássemos no outro dia era como se ele não me conhecesse.
Quase dois anos se passaram, sempre com essas idas e vindas, sempre quando vinha à minha cidade me ligava, nos encontrávamos e depois ele sumia, como sempre. Mesmo sabendo que iria acontece denovo nunca consegui dizer não...
***A história não acaba por aqui, amanhã contamos mais um pouquinho, não deixe de acessar, se também quiser escrever seu depoimento ou falar com a gente nosso email é minhainsensatez@gmail.com. Beijos, até amanhã!!







segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tudo começou...

Não era pra ser nada demais...
Eu não consigo me lembrar muito bem com que idade comecei a ter noção de futuro, mas sei que ainda criança, ou talvez pré adolescente sempre dizia que não iria me casar: Vou ter produção independente!! Mal sabia o que me esperava...
Confesso que sempre tive um pouco de dificuldades para lidar com os relacionamentos, que foram bem poucos, aliás, meu primeiro beijo foi aos 14 anos e adivinha? Achei que era amor eterno, gostei de alguém durante anos, um menino que mal conhecia, e fiz muitos planos , acreditem até de casar...mas nunca passou de uma ilusão que não deixou grandes seqüelas.
Passada a primeira experiência, fui vivendo outras aventura, uns beijinhos aqui, outros ali, mas ninguém que despertasse algo mais forte. Foi só aos 18 anos que realmente encontrei alguém que me fez sentir mulher. Sabe aquela pessoa que faz você se imaginar em situações que antes você jamais se imaginaria? Pois é foi bem assim, depois de uns “bons amassos” ouvi: Vamos lá para o meu apartamento? Mas peraí, eu tinha recém completado meus 18 anos, era virgem  e nunca tinha sequer passado pela minha cabeça  fazer sexo tão cedo...Esse cara é doido, pensei comigo. Mas ele não estava tão errado, não que naquele momento fui para os finalmentes, mas começava ali uma história que dura até hoje, mas que rendeu muito sofrimento.
Naquele dia, as coisas não ficaram muito claras pra mim, tá certo que eu tinha sentido meu corpo queimando como nunca tinha acontecido antes, mas depois da despedida pensei: isso nunca mais vai acontecer. E demorou bastante, foram 3 meses até o nosso próximo encontro que também terminou em beijos, e mais 4 meses para o terceiro encontro, que terminou da mesma forma.
Tudo bem, era só um cara 14 anos mais velho, curtindo onda com uma menina de 18...não, não era, em janeiro de 2001 nos encontramos mais um vez...começava ali duas fases importantes na minha vida: Eu acabava de ingressar na faculdade e acabava de entrar num caminho  que parecia sem volta: o da paixão.

Escrava da paixão

A cada vez que nos encontrávamos, ficávamos juntos e com o tempo surgiu a necessidade de conversar sobre o que estava acontecendo. Ele me perguntou tudo que queria saber a meu respeito, mas na verdade só tinha uma curiosidade: Já ficou com alguém? Vocês entenderam né?
A resposta negativa ao invés de afastar parece que o atraiu ainda mais...Frequentando a faculdade não foi difícil estar na noite quase todos os dias...bares, festas...e com o tempo um motivo a mais fazia com que eu quisesse estar em todos os lugares: a possibilidade de encontrá-lo...o que nem sempre acontecia. Às vezes ele me ligava, mas eu com receio que minha família desaprovasse o romance com um cara mais velho, separado e com um filho preferi mesmo contar com a sorte.
 No começo deu certo, estávamos sempre nos mesmos lugares e acabávamos ficando juntos. Um dia ele me chamou para uma nova conversa: E aí a gente vai namorar, vai só ficar...Eu ainda indecisa dos meus sentimentos e com medo de assumir um relacionamento digamos complicado respondi: Vamos deixar as coisas aconteceram, vamos ter que enfrentar o mundo pra ficar juntos e a gente nem sabe o que sente ainda...Pra ele foi ótimo porque abria possibilidade de ficar comigo, que parece que ele gostava, mas também continuar na vida de sexo, drogas e rock´rooll...
E foi ai que começou minha fase escrava da paixão, eu me apaixonei e o que era apenas um rolo, virou na verdade uma bola de neve, encontrá-lo não era mais uma questão de sorte, mas uma necessidade...a  balada só tinha graça quando ele chegava. Foram 4 meses nesse clima de dependência, digamos assim.
Eu na flor da idade, cheia de vida, completamente envolvida num relacionamento que foi se tornando mais importante pra mim do que pra ele. E os homens são egoístas, quando eles querem te procuram, quando não querem te ignoram, mas quando vêem que você ta partindo pra outra, correm atrás...
E foi assim, quando eu decidia que não ia mais ficar com ele...lá ele estava cheio de graça pro meu lado, falando coisas que ele sabia que eu queria ouvir. Chegou a fase em que me senti impotente, como assim não consigo levar minha vida sem pensar nesse cara, que sentimento que aprisiona é esse? Eu não, minha única certeza é que não quero sentir novamente algo que me faça mais mal do que bem, mas não foi tão simples me livrar disso tudo...
****Amanhã a gente continua essa história e você também pode mandar seu depoimento, escreva pra gente minhainsensatez@gmail.com...