Ao mesmo tempo em que a Priscila juntava os “cascos” do coraçãozinho partido, buscava alternativas de tratamento para o problema de saúde. A mãe dela que sempre foi uma mulher muito batalhadora, mais uma vez correu atrás do que fosse melhor para a filha. Foi então que ficou sabendo que em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, eles fazem transplante para casos como o da Priscila.
E lá foram elas, buscar a esperança que nunca faltou para essa família. “Me viraram de ponta cabeça”, contou a Priscila. Diz que fez inúmeros exames para ver se era possível passar pelo transplante. O médico que daria o veredito final estava no exterior e elas tiveram que aguardar alguns dias para saber da decisão. Enquanto isso, no hospital, conheceram pessoas com histórias parecidas e casos bem mais graves do que o dela. “Lá eu vi que tem gente sofrendo muito mais do que eu.”
As famílias se solidarizam, em uma conversa a mãe da Pri conheceu a mãe de um outro jovem que tem a mesma doença, e olha como é a vida, ele também tinha levado um fora da noiva. A mãe dele ficou tão impressionada com a coincidência que já queria que a Priscila torna-se nora dela.
De volta o médico autorizou o transplante, explicou para a Priscila que ela faria sessões de quimioterapia para “zerar” todo o sistema imunológico, depois ela teria que produzir as células que serão usadas no transplante. Há muitos casos que foram resolvidos dessa maneira e alguns até que conseguiram além da esclerose curar outra doença também, isso significa que a Priscila pode ficar livre inclusive da diabetes, mas é apenas uma possibilidade.
Os médicos perguntaram se ele estava disposta a passar por tudo isso e essa foi a resposta: “Doutor, imagine se você tivesse num quarto totalmente escuro e tivesse uma luz, bem pequenininha lá distante, o senhor não iria querer alcançar essa luz???”
Quando ouvi essas palavras realmente me senti péssima, fiquei pensando que tenho tantas coisas boas e que às vezes me pego reclamando de tudo, enquanto ali na minha frente uma menina, uma mulher, da minha idade só querendo uma chance de viver. Priscila muito obrigada pela lição de vida.
E não acabou por ai...disse com todas as letras que não quer ninguém sentindo dó dela...”Dó porque? Tô aqui viva, lutando, com dificuldades, mas lutando e eu vou conseguir vocês vão ver...Hoje eu to aqui careca, andando cambaleando, mas daqui uns dias vocês vão me ver bonitona, em cima de um salto que eu adoro.”
A primeira etapa, graças a Deus, já foi vencida. A Priscila passou pelas sessões de quimioterapia, por isso a queda dos cabelos...A nova aparência a deixou ainda mais parecida com o pai, que também raspou a cabeça. Aliás esse momento tão difícil ajudou unir ainda mais pai e filha que sempre se amaram, mas tinham dificuldades de dizer um ao outro. O medo de perder a filha amada fez com o homem teimoso deixasse o orgulho de lado e não só disse com todas as letras o quanto amava a filha mas também aprendeu a ter algo que nunca tinha tido na vida dele: FÉ.
Depois da quimioterapia, foi a vez da Priscila produzir a células, o processo começou na segunda-feira e quando chegou na quinta ela ainda não tinha produzido a quantidade suficiente.
A mãe dela se desesperou, não na frente da filha claro, foi para a capela onde tinha a imagem da Nossa Senhora e diante da santa chorou....muito...pediu a Nossa Senhora, que sabia do sofrimento de um filho, que desse forças para ela superar tudo isso. “Eu entrego minha filha em suas mãos.”
No outro dia a grande surpresa, a Priscila não só produziu como produziu muito acima da média...tanto que além dela outros pacientes compatíveis poderão receber as células. Imaginem que além de se curar ela vai poder ajudar tantas outras pessoas...Recebeu até uma carteirinha de doadora. E tem mais coisa boa nessa história, se realmente com o transplante ela conseguir ficar curada da diabetes também, ela vai se tornar um caso de estudo para a medicina.
O momento agora é de espera, ela precisa de uma vaga no hospital para fazer o transplante, depois serão necessários dois meses de total isolamento, e claro que alimentação, higiene e até a água terão que ser especiais. Mas nada disso assusta a Priscila e a família dela.
“Para Deus nada é impossível e nada está errado, tudo tem um porquê...ele não ia gostar menos da Priscila do que das outras pessoas, então se ele deu essa cruz para ela carregar é porque ela vai dar conta.” Com esse desabafo mãe e filha se abraçam: Vai dar tudo certo né minha filha, se Deus quiser.” E sorrindo a Pri responde: vai sim!!
Alguém tem dúvida disso???
Fica aqui minha homenagem e minha admiração!! Um beijo grande!!
Milla
Jammil e Uma Noites
Tudo começou há um tempo atrás
Na ilha do sol
O destino te mandou de volta para o meu cais
No coração ficou, lembranças de nós dois,
Como ferida aberta, como tatuagem
Oh, Milla, mil e uma noites de amor com você
Na praia, no barco, no farol apagado,
Num moinho abandonado, numa grande alto-astral,
Lá em Hollywood, pra de tudo rolar,
Vendo estrela caindo, vendo a noite passar,
Eu e você, na ilha do sol...
Na ilha do sol
O destino te mandou de volta para o meu cais
No coração ficou, lembranças de nós dois,
Como ferida aberta, como tatuagem
Oh, Milla, mil e uma noites de amor com você
Na praia, no barco, no farol apagado,
Num moinho abandonado, numa grande alto-astral,
Lá em Hollywood, pra de tudo rolar,
Vendo estrela caindo, vendo a noite passar,
Eu e você, na ilha do sol...
Érika, realmente é de emocionar! e com certeza ela estará recebendo bençãos e energias positivas de quem lê a sua história, mesmo sem conhece-la!!!
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